Escola e violência
A recente notícia que as escolas britânicas iniciarão já em 2011 um programa compulsório para ensinar crianças sobre diferentes tipos de violência cometidos contra mulheres, como abusos, perseguições, intimidações e bullying, gerou grande alvoroço em todo o mundo. Pela primeira vez, esse sério problema passa a fazer parte de uma política educacional bancada pelo Estado que finalmente decidiu enfrentá-lo focando em crianças a partir dos cinco anos de idade. (...)
Todos nós que lidamos com a educação de crianças e adolescentes sabemos os efeitos devastadores causados por atos de violência no desempenho acadêmico de nossos alunos. A baixa auto-estima, o desinteresse, a incapacidade de estabelecer relações com colegas e professores, e a inabilidade de lidar com as situações do dia-a-dia escolar muitas vezes têm sua origem em atos de violência aos quais os jovens são expostos. (...)
Uma vez que acredito ser papel da escola colaborar com as famílias na formação não apenas acadêmica, mas também na construção de valores éticos e morais de nossas crianças e jovens, penso ser justa a preocupação com um problema tão sério. Talvez, através da implementação de um plano de ação bem elaborado, e posto em prática desde cedo nas escolas, possamos atacar e buscar soluções para debelar uma verdadeira barbárie que mata duas mulheres por semana apenas no Reino Unido, onde estatísticas são mais confiáveis que no Brasil, país no qual esse tipo de violência raramente é denunciado. (...)






