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Neta de Monarco, filha de Mauro Diniz e afilhada de Zeca Pagodinho, a cantora Juliana Diniz tem o samba nas veias e não nega suas raízes. A carioca de 23 anos tem talento de sobra: é dona de uma voz agradável e de timbre aveludado. Cria da região, a moça já teve seu momento atriz e, se depender da vontade dela, dividirá seu tempo entre a música e o prazer de atuar. Confira ao lado o bate-papo com a simpática Juliana Diniz.

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Qual sua relação com o Grande Méier?

JD: Meu pai mora no Méier há quase 10 anos... Também morei aqui com ele. Vira e mexe estou no Méier, pois tudo meu resolvo por aqui. Sempre vou visitar meu pai, meus irmãos... Saí do bairro mais ou menos há uns dois anos.

O que a região do Grande Méier representa pra você? E pra sua carreira?

JD: Na minha vida, representa a questão da minha infância, que foi maravilhosa. As escolas que estudei, as primeiras festas que frequentei, as primeiras amizades. Na minha carreira, é claro, também representou muito: Os cursos que eu fiz, até mesmo pelo investimento na minha carreira, como dança, piano... Ótimos cursos!

O que a região tem de melhor? E de pior?

JD: De melhor: o acesso às coisas práticas como shoppings, bancos, padarias, botequins (risos)... De pior, a falta de policiamento...

Sua família é bastante musical. Como foi o seu início na carreira?

JD: Comecei nova. Tinha uns 12 anos.... Sempre amei cantar até que, um dia, Max Pierre me ouviu e me convidou para um cd na Universal Music, num simples churrasco na casa do meu padrinho Zeca.

Como é ser filha de um grande compositor, neta de Monarco e afilhada de Zeca Pagodinho?

JD: Tudo de bom... A responsabilidade é bem maior porque pessoas te cobram mais por ser da dinastia do samba. Querem que você faça a mesma coisa que eles fazem (...). Também tenho minha vida, minhas escolhas... Não pretendo ser da Velha Guarda, mas isso já passou pela minha cabeça. Eu vivo numa geração diferente da deles. O meu padrinho Zeca tem um sucesso difícil de encontrar em um outro artista. Não tenho a pretensão de chegar onde ele está. Pra mim, ele é único... Meu orgulho!

Quem foi sua maior influência na música?

JD: Marisa Monte.

O que você costuma fazer nas horas vagas?

JD: Tocar violão piano,fazer música e comer com os amigos...

Você utiliza muito o Twitter. Isso te aproxima dos fãs?

JD: Sim, muito! Amo de coração os recadinhos que eu recebo deles. São muito carinhosos e estou fazendo grandes amizades lá. Além disso, utilizo o Twitter para dizer onde vou me apresentar.

Atriz ou cantora? Você fez uma participação na novela "Senhora do Destino". Pretende algo mais na dramaturgia?

JD: Amo os dois. Trabalhei na novela e foi ótimo. (...) O artista tem que ser completo!

Quais os planos para o futuro?

JD: Fazer um cd, conquistar um novo público, retomar minha carreira de atriz... O público será quase o mesmo (...) Dessa vez, quero cantar algo que eu posso me expressar de uma forma melhor.

O que você acha da proposta da Revista Achou de buscar a valorização da região, de sua gente e do seu comércio?

JD: É importante a gente conhecer a cultura e dar valor a tudo que nos envolve... Nesse caso da revista, é superbacana essa iniciativa de nos informar e mostrar o que existe perto da gente, mostrar o valor do subúrbio.


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